Enredo
(Carlos Pedala)
Há sede sem fim
em minha boca
Busco respirar o prazer
dos corpos, as peles roçam
num frenesi que não é mudo
tudo é um querer-se morto
E o espelho reflete a cena
louca
Entre beijos e beijos
assistimos
Esse balé surdo, onde tudo
que se
diz é eternamente, é segredo
muito embora todos saibamos
completamente
o enredo
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