quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

QUASE NADA


Quase Nada
(Carlos Pedala)


Hoje, na hora de ir para o trabalho
peguei o ônibus, conformado
sentei-me ao lado de uma moça
bem bonita, de sonhos tenros e
roupas curtas, condizente com
o clima de pré-verão da cidade

Em certo momento, o motorista
virando-se para o cobrador, disse:
quando eu morrer, vou descansar
nada me prende nessa vida
esses milionários e que ficam
como medo, eu não tenho nada
morro e pronto, descanso.

Pensei com meu botões:
de fato, a pessoa é coisa alguma
de tão leve é quase nada.

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